Psicóloga aponta os motivos do desgaste emocional no fim de ano e ensina como pequenas atitudes recuperam a harmonia familiar
O fim de ano costuma chegar com luzes, listas de presentes e lembranças e, junto delas, um turbilhão emocional as vezes difícil de ignorar. A psicóloga clínica e educadora na Una Uberlândia, integrante do Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil, Talita Rocha, explica que esse período “concentra gatilhos emocionais intensos”, resultado da combinação entre expectativas sociais, balanço anual, sobrecarga de tarefas e convivência familiar ampliada. Para ela, não é exagero dizer que dezembro pode reacender perdas e frustrações acumuladas ao longo do ano. “O aumento do desgaste não é frescura”, afirma. “É uma mistura de pressão externa com fatores psicológicos internos.”
Para transformar esse momento em oportunidade de aproximação, atitudes simples fazem diferença. Talita destaca que a comunicação clara sobre expectativas reduz conflitos e ansiedade, enquanto a flexibilidade diante de imprevistos preserva o clima harmonioso. Dividir tarefas de maneira equilibrada evita ressentimentos, e criar espaços para jogos, conversas positivas ou hábitos simbólicos fortalece os laços afetivos. “A chave é substituir a expectativa de perfeição por acolhimento e espontaneidade”, orienta. Respeitar limites emocionais e permitir pausas individuais também contribuem para um ambiente familiar mais leve e acolhedor.
Quando os conflitos surgem, e eles surgem, Talita recomenda estratégias práticas: identificar o gatilho real antes de reagir impulsivamente, evitar conversas profundas no auge da tensão, praticar escuta empática e estabelecer limites saudáveis com assertividade. “Prefiro não conversar sobre isso agora” é uma frase simples que pode prevenir desgastes maiores.
Ela reforça que é importante buscar soluções em vez de procurar culpados, porque isso ajuda a melhorar a convivência. Para as famílias que estão longe, manter os laços exige intenção: costumes feitos à distância, conversas frequentes e pequenos gestos de carinho ajudam a manter a sensação de proximidade. “O essencial é cuidar do vínculo o ano todo, e não só nas datas especiais”, destaca Talita.
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