Projeto consolida seu amadurecimento artístico e prepara nova edição em 30 e 31 de maio, no Centro Municipal de Cultura, reunindo nomes de destaque da música instrumental contemporânea e ampliando sua relevância no cenário nacional
O Festival Timbre Instrumental inicia um novo capítulo em sua trajetória e anuncia a chegada de sua maior edição até aqui. Com realização prevista para os dias 30 e 31 de maio, no Centro Municipal de Cultura, em Uberlândia – MG, o projeto dá um salto em escala, curadoria e ambição estética, reforçando seu papel como plataforma estratégica para a circulação da música instrumental brasileira contemporânea.
Consolidado como um dos principais espaços de experimentação sonora no interior do país, a 4ª edição do Timbre Instrumental chega a esta nova fase com uma proposta ainda mais robusta. A curadoria, agora mais refinada e conectada aos movimentos de vanguarda, aposta em encontros que transitam entre tradição e inovação, explorando diferentes matrizes rítmicas e territórios criativos do Brasil.
O anúncio oficial da programação integra uma campanha que será lançada na próxima semana, marcando o início de uma nova etapa de posicionamento do projeto no circuito nacional. A promessa é clara: entregar ao público uma experiência sonora expandida, que ultrapassa o formato de festival e se firma como um espaço de pensamento, fruição e intercâmbio cultural.
A nova edição também marca um avanço na construção simbólica do festival. A identidade visual está sendo assinada pelo Estúdio Farândola, pelo artista Guidek, que propõe uma leitura contemporânea e autoral da proposta estética do Timbre Instrumental, conectando elementos gráficos a uma narrativa visual que dialoga diretamente com a pluralidade sonora do evento.
Mais do que uma sequência de apresentações, o Timbre Instrumental se posiciona como um território de experiências. Um espaço onde diferentes linguagens se encontram, onde a música instrumental se afirma como protagonista e onde o público é convidado a vivenciar a arte em sua forma mais pulsante e transformadora.
“O Timbre Instrumental nasce de uma inquietação muito clara: a necessidade de ampliar os espaços de circulação e fruição da música instrumental no Brasil, especialmente fora dos grandes centros. Ao longo das edições, fomos consolidando uma curadoria que não apenas apresenta artistas, mas propõe diálogos entre diferentes territórios sonoros, conectando tradição, experimentação e novas linguagens. Esta nova edição representa um amadurecimento importante do projeto, tanto na dimensão artística quanto na sua capacidade de articulação dentro da cadeia produtiva da música independente. Estamos falando de um festival que se posiciona como plataforma de desenvolvimento, visibilidade e reconhecimento para uma cena que historicamente sempre foi extremamente rica, mas nem sempre proporcionalmente valorizada”, afirma o produtor cultural Gabriel Caixeta, o Bibi, idealizador e organizador do Timbre Instrumental.
João Parahyba (SP), Lívia Mattos (BA) e Lambada da Serpente (DF) são as primeiras atrações confirmadas
Entre os primeiros nomes confirmados está o percussionista João Parahyba (SP), cofundador do Trio Mocotó, lendário grupo pioneiro do estilo que se tornou conhecido como samba rock. João Parahyba é um dos mais relevantes percussionistas da música brasileira, com uma trajetória que atravessa mais de cinco décadas de inovação e protagonismo artístico. Criador da “timbateria”, conceito pioneiro que antecipa o que hoje se conhece como percuteria, o artista construiu uma linguagem própria, marcada pela fusão entre tradição rítmica e experimentação sonora.
Fundador do icônico Trio Mocotó, grupo fundamental na consolidação do samba rock, Parahyba teve papel central na evolução da música popular brasileira a partir dos anos 1960, colaborando com nomes como Jorge Ben Jor, Vinicius de Moraes e Toquinho. Sua versatilidade o levou também a dialogar com diferentes gerações e tecnologias, sendo um dos primeiros músicos de sua geração a explorar baterias eletrônicas e sequenciadores.
Com participações em gravações históricas e colaborações que vão de Dizzy Gillespie a Marcelo D2, João Parahyba permanece como uma referência viva da percussão brasileira, combinando inventividade, sofisticação rítmica e permanente espírito de renovação.
Lívia Mattos (BA) também integra o line-up. A acordeonista, compositora e artista multidisciplinar cuja trajetória transita entre a música, o circo e as artes cênicas. Após anos atuando como instrumentista ao lado de nomes consagrados como Chico César, Rosa Passos e Badi Assad, lançou em 2017 seu primeiro álbum autoral, Vinha da Ida, consolidando uma linguagem própria marcada pela sensibilidade, inventividade e forte presença cênica.
Com circulação nacional e internacional, já se apresentou em importantes festivais na Europa, Ásia e Estados Unidos, além de integrar o programa OneBeat, iniciativa da Found Sound Nation que reúne músicos de diferentes partes do mundo. Reconhecida por seu carisma no palco, Lívia Mattos constrói uma obra que ultrapassa os limites da música instrumental, incorporando elementos do teatro, da dança e do audiovisual em uma experiência artística plural e contemporânea.
Quem também já está confirmado no Timbre Instrumental é o Lambada da Serpente, duo de Brasília que propõe uma leitura contemporânea e ousada da música latino-americana, combinando referências tradicionais com elementos eletrônicos. Inspirado na canção de Djavan que dá nome ao projeto, o trabalho transita por ritmos como carimbó, cumbia e outras sonoridades do Norte do Brasil, incorporando synths e samplers em uma estética que dialoga com o passado e o futuro ao mesmo tempo.
Com uma abordagem criativa marcada pela produção colaborativa e independente, o duo constrói paisagens sonoras que reverenciam as raízes culturais latino-americanas enquanto experimentam novas possibilidades dentro da música instrumental. O resultado é uma proposta que se destaca pela fusão entre tradição e inovação, alinhada às tendências mais atuais da cena musical alternativa.
Outros nomes devem ser anunciados nos próximos dias, ampliando o espectro artístico do evento. Há ainda a expectativa de novas confirmações que dialogam com a diversidade e a ousadia que marcam o DNA do projeto, incluindo possíveis participações especiais em fase final de negociação.
Sobre o Timbre Instrumental
O Festival Timbre Instrumental é produzido e realizada pela agência Timbre Cultural em parceria com Nova Mídia. Um projeto dedicado à valorização e difusão da música instrumental brasileira em suas múltiplas vertentes. Ao longo de suas edições, o festival tem se consolidado como um importante agente de articulação cultural, promovendo encontros entre artistas de diferentes regiões do país e fomentando a circulação de novas propostas estéticas. Com foco na diversidade, na inovação e na formação de público, o Timbre Instrumental se firma como uma plataforma relevante para o fortalecimento da cena independente e para a ampliação do acesso à produção musical contemporânea no Brasil.
“A música instrumental tem uma potência única de comunicação, porque ela atravessa barreiras linguísticas e cria experiências sensoriais muito profundas. O que buscamos com o Timbre Instrumental é justamente potencializar essa experiência, oferecendo ao público não apenas shows, mas um ambiente de imersão estética e troca cultural. Pensamos o festival como um ecossistema, que envolve formação, circulação, acessibilidade e diversidade. Esta edição, em especial, amplia esse compromisso ao investir em uma programação ainda mais plural e em uma estrutura que acolhe diferentes públicos. Nosso objetivo é contribuir de forma consistente para o fortalecimento da música instrumental no Brasil, posicionando o projeto como uma referência dentro desse circuito”, garante o produtor cultural Gabriel Caixeta, o Bibi, idealizador e organizador do Timbre Instrumental.
SERVIÇO
Festival Timbre Instrumental
Onde: Centro Municipal de Cultura / Uberlândia – MG
Quando: 30 e 31 de maio
Artistas já confirmados: João Parahyba (SP), Lívia Mattos (BA) e Lambada da Serpente (DF).
