Estima-se que, hoje, uma em cada 36 crianças seja identificada com TEA
No dia 2 de abril, o mundo volta sua atenção para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em um momento em que o volume de diagnósticos cresce e as redes sociais são inundadas por promessas de “curas” milagrosas e tratamentos sem evidência científica, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), por meio de seu Departamento Científico (DC) de Neurologia Infantil, reforça seu papel como autoridade técnica na curadoria de informações qualificadas para médicos e famílias.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades na comunicação, interação social e presença de comportamentos repetitivos ou interesses restritos. Estima-se que, hoje, uma em cada 36 crianças seja identificada com TEA, segundo dados do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), o que torna o debate público ainda mais urgente.
O combate à desinformação como prioridade
O crescimento do interesse pelo tema trouxe consigo um efeito colateral perigoso: a proliferação de notícias falsas. O DC de Neurologia Infantil da ABN tem atuado ativamente no combate a protocolos experimentais perigosos, como o uso de substâncias tóxicas, dietas restritivas sem base científica e suplementações desnecessárias que prometem a reversão do quadro.
“O autismo não é uma doença a ser curada, mas uma condição de desenvolvimento que exige intervenção precoce e baseada em evidências. Nossa missão no Departamento Científico é garantir que as famílias brasileiras não sejam vítimas de charlatanismo e tenham acesso ao que há de mais moderno e seguro na neurologia mundial”, afirma a Dra. Juliana Gurgel Giannetti, coordenadora do DC de Neurologia Infantil da ABN.
Inovações e a importância da intervenção precoce
Além do combate às fake news, a ABN destaca que a ciência tem avançado rapidamente na identificação de biomarcadores e na compreensão genética do TEA. O foco atual da neurologia infantil brasileira está na janela de oportunidade: quanto mais cedo o sistema nervoso da criança receber estímulos adequados (terapias ocupacionais, fonoaudiologia e intervenção comportamental), melhores serão os resultados em termos de autonomia e qualidade de vida.
Pilares da conscientização 2026:
Diagnóstico Ético: A importância de uma avaliação multidisciplinar conduzida por neuropediatras para evitar diagnósticos equivocados ou tardios.
Terapias de Base Científica: O reforço de que a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e outras abordagens naturalistas são o padrão-ouro de tratamento.
Inclusão e Neurodiversidade: O reconhecimento de que o suporte deve ser individualizado, respeitando as particularidades de cada nível de suporte do espectro (1, 2 ou 3).
Especialistas Disponíveis
Os membros do Departamento Científico de Neurologia Infantil da ABN estarão à disposição da imprensa para desmistificar conceitos, explicar as novas diretrizes de tratamento e orientar a população sobre como identificar sinais precoces de autismo em bebês e crianças.
