Com milhares de casos confirmados no estado, cuidados devem começar antes de complicações da doença e aumento das internações
Minas Gerais segue em alerta para a dengue. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o estado já contabiliza 23.745 casos confirmados da doença em 2026, além de 18 mortes e outras 36 em investigação até o dia 11 de maio.
O cenário reforça a preocupação das autoridades de saúde em todo o país e destaca a importância das medidas preventivas capazes de reduzir a transmissão e evitar agravamentos. Um estudo desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), projeta até 1,8 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil na temporada 2025–2026. Minas Gerais deve concentrar aproximadamente 10% dessas infecções, estatística que colocaria o estado entre os mais impactados pela circulação do vírus.
Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue pode provocar febre alta, dores musculares intensas, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e forte indisposição. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para complicações hemorrágicas, desidratação severa e risco de morte.
Para a gerente técnica da Drogaria Araujo, Isabel Dias, um dos principais desafios ainda é a baixa percepção de risco antes do avanço dos casos. “Existe uma tendência das pessoas buscarem proteção apenas quando a dengue já está em alta, mas tanto a vacinação quanto o uso contínuo de repelente precisam fazer parte da prevenção. Quando a transmissão aumenta, muitas vezes já não há tempo suficiente para criar uma barreira de proteção adequada”, explica.
Proteção antes do pico de transmissão
Entre as principais formas de prevenção está a vacinação contra a dengue. A Araujo disponibiliza a vacina Qdenga para pessoas entre 4 e 60 anos. O imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo mínimo de três meses, e estudos clínicos apontam 80,2% de eficácia global na prevenção da dengue sintomática após 12 meses da vacinação. Os dados também demonstram 90,4% de proteção contra hospitalizações, reforçando o papel da vacina na redução de casos graves e complicações da doença.
Clique aqui e confira a lista das unidades com o serviço de vacinação. Para maior conveniência, o cliente pode adquirir o imunizante pelo site, aplicativo, Drogatel ou WhatsApp da Araujo, com a facilidade de agendar o atendimento na loja de sua preferência. A vacinação é realizada por profissionais capacitados, garantindo segurança, praticidade e orientação correta.
Além da imunização, profissionais da área da saúde reforçam que a proteção diária contra a picada do mosquito continua sendo fundamental, especialmente em períodos de maior circulação viral. O uso regular de repelentes – em spray, loção ou creme – é recomendado para crianças e adultos, principalmente em ambientes abertos, áreas com presença de mosquito e regiões com alta incidência da doença.
“O repelente deixou de ser um item sazonal para se tornar um cuidado contínuo, principalmente em estados como Minas Gerais, que convivem há anos com períodos recorrentes de alta transmissão”, orienta Isabel Dias.
Diagnóstico rápido ajuda a reduzir complicações
Outro ponto importante no enfrentamento da dengue é o diagnóstico precoce. Identificar rapidamente a doença ajuda no monitoramento clínico, evita agravamentos e contribui para orientar corretamente hidratação, repouso e necessidade de acompanhamento médico.
Os exames rápidos têm ganhado espaço justamente pela agilidade no resultado e pela facilidade de acesso. Eles são realizados a partir de uma pequena coleta de sangue e conseguem identificar não apenas dengue, mas também zika e chikungunya – arboviroses transmitidas pelo mesmo mosquito e que apresentam sintomas semelhantes.
“A confirmação rápida permite que o paciente receba orientação adequada logo nos primeiros sintomas, reduzindo riscos e ajudando também no controle epidemiológico da doença”, destaca a gerente técnica da Araujo.
