Análise de cores vai além da moda, influencia a imagem profissional, o consumo consciente e o autoconhecimento, explica a consultora de Imagem Pessoal Tassiane Cristina.
Você já vestiu uma roupa e ouviu que estava com “cara de cansada”, mesmo tendo dormido bem? Em muitos casos, o problema não é a noite mal dormida, é a cor da roupa. A coloração pessoal, técnica que identifica a paleta ideal para cada pessoa, tem ganhado espaço em Uberlândia como ferramenta estratégica de imagem e autoestima.
À frente desse trabalho está Tassiane Cristina, Consultora de Imagem formada pelo Senac Minas em Uberlândia, Analista de Coloração Pessoal e especialista em peles negras pela Ecole. Bacharel e licenciada em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia e servidora pública há mais de 15 anos na área de Gestão de Pessoas da Prefeitura de Uberlândia, ela une técnica, escuta e sensibilidade no atendimento.
Para Tassiane, a Consultoria de Imagem começa no autoconhecimento. “A vestimenta é uma forma de comunicação não verbal. Quando alinhamos estilo de vida, objetivos e imagem, a pessoa passa a se posicionar com mais segurança”, afirma.
O que é coloração pessoal e por que ela impacta tanto a imagem
A coloração pessoal é um estudo técnico que identifica quais cores harmonizam melhor com as características naturais de cada pessoa, como tom de pele, olhos e cabelo. A análise revela uma paleta que ilumina o rosto, uniformiza a pele e suaviza marcas e olheiras.
Na prática, usar as cores certas pode dispensar até maquiagem. Uma blusa adequada à cartela funciona como moldura natural do rosto. Já tons inadequados podem acentuar sinais de cansaço e deixar a expressão apagada.
Tassiane destaca que mais do que estética, trata-se de estratégia. “As cores comunicam, transmitem autoridade, leveza, criatividade ou credibilidade. Saber usá-las é um diferencial, especialmente no ambiente profissional.”
Como funciona a análise de coloração pessoal
O processo é técnico e personalizado. A avaliação é feita com tecidos específicos posicionados próximos ao rosto, em luz natural e sem interferência de maquiagem ou produtos que alterem o tom da pele.
Durante os testes, a especialista observa como cada cor reage no conjunto harmônico formado por pele, olhos e cabelo. Algumas tonalidades trazem viço imediato. Outras evidenciam manchas, linhas de expressão ou deixam o semblante mais pesado.
A metodologia segue o método sazonal expandido, dividido em quatro grandes grupos inspirados nas estações do ano:
Primavera
Cores quentes, claras e luminosas, como coral, pêssego e verde folha.
Verão
Tons frios e suaves, como lavanda, azul acinzentado e rosa antigo.
Outono
Cores quentes, terrosas e profundas, como ferrugem, caramelo e verde musgo.
Inverno
Tonalidades frias, intensas e contrastantes, como azul royal, vermelho cereja e branco puro.
Cada estação possui variações internas, totalizando 12 cartelas no modelo expandido, o que torna a análise ainda mais precisa.

Benefícios da Coloração Pessoal no dia a dia
Descobrir a própria paleta é, segundo Tassiane, um divisor de águas. Entre os principais benefícios estão:
- Aparência mais iluminada e descansada
- Facilidade para montar looks
- Redução de compras por impulso
- Guarda-roupa mais funcional
- Imagem profissional mais coerente
- Aumento da autoconfiança
A cartela funciona como bússola. Orienta escolhas de roupas, maquiagem, acessórios e até coloração de cabelo. “A pessoa passa a comprar com consciência e segurança. Isso evita desperdícios e fortalece a identidade”, explica.
Mitos sobre Coloração Pessoal
*Cartela não limita escolhas, pois ela é um guia e não uma imposição;
*Tons de pele claros não devem ser associados a cartelas frias e peles escuras a cartelas quentes. Pois o subtom não depende da cor aparente da pele, mas de nuances que só a análise técnica identifica;
*Não é um serviço exclusivo para mulheres. Homens têm buscado cada vez mais a análise para fortalecer presença e credibilidade no ambiente profissional;
*A cartela é definida a partir de características naturais estáveis, como subtom de pele e cor dos olhos e por isso, não muda com o tempo.
Autoconhecimento, autoestima e posicionamento
Para quem está em transição de carreira, vivendo mudanças pessoais ou se sentindo inseguro com a própria imagem, a Coloração Pessoal pode ser ponto de virada.
“A pessoa percebe que não precisa se encaixar em padrões. Ela entende que já tem uma beleza única, que pode ser realçada com escolhas conscientes”, destaca Tassiane.
Ao final do processo, não é apenas o guarda-roupa que muda. Muda a forma de se olhar no espelho e de se apresentar ao mundo.
Em um tempo em que imagem comunica antes da palavra, conhecer as próprias cores é mais do que tendência. É estratégia, identidade e confiança.
