Inverno exige atenção redobrada com a saúde dos idosos

A geriatra Ludmila Carrara destaca medidas simples que ajudam a prevenir problemas de saúde e garantem mais qualidade de vida durante a estação.

 

Com a chegada do inverno, as manhãs e noites mais frias passam a fazer parte da rotina dos brasileiros. No entanto, em cidades como Uberlândia, é comum que as temperaturas aumentem significativamente durante as tardes, criando um cenário de grande oscilação térmica. Para a população idosa, essa variação exige atenção especial, já que o organismo tende a ser mais vulnerável aos impactos do clima.

Segundo a geriatra Ludmila Miguel Carrara Habib, o inverno é uma das estações que mais demandam cuidados com a saúde. Além do aumento dos casos de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias, o período também favorece problemas relacionados à pele, hidratação, circulação sanguínea e até ao bem-estar emocional.

“O envelhecimento traz mudanças naturais no funcionamento do organismo, tornando os idosos mais sensíveis às variações de temperatura e à baixa umidade do ar. Por isso, é importante adotar medidas preventivas que vão além da proteção contra doenças respiratórias. O cuidado precisa ser integral”, explica a médica.

Entre as principais recomendações está a atualização da carteira de vacinação. Vacinas contra gripe, Covid-19, vírus sincicial (VSR) e pneumonias continuam sendo importantes aliadas na prevenção de complicações que podem levar a internações.

Outro ponto de atenção é a hidratação. Durante o inverno, muitas pessoas sentem menos sede e acabam reduzindo o consumo de água, o que pode favorecer quadros de desidratação. “A falta de sede não significa que o corpo precise de menos água. A hidratação adequada é fundamental para o funcionamento dos órgãos, para a saúde da pele e para a prevenção de diversas complicações, especialmente nos idosos”, ressalta Ludmila Carrara.

 

 

 

Cuidados que merecem atenção durante o inverno

1. Proteção contra doenças respiratórias

• Manter os ambientes ventilados, mesmo nos dias frios;

• Evitar aglomerações em períodos de surtos virais;

• Higienizar frequentemente as mãos;

• Manter a vacinação em dia;

• Procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

2. Hidratação constante

• Estabelecer horários para ingestão de água ao longo do dia;

• Consumir frutas ricas em líquidos;

• Evitar esperar sentir sede para se hidratar.

3. Atenção à pele

• Utilizar hidratantes corporais e faciais regularmente;

• Evitar banhos muito quentes e prolongados;

• Aplicar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados.

4. Cuidados com os cabelos e couro cabeludo

• Evitar água excessivamente quente durante a lavagem;

• Manter a hidratação dos fios;

• Observar sinais de ressecamento ou irritações no couro cabeludo.

5. Alimentação equilibrada

• Priorizar refeições nutritivas e ricas em vitaminas;

• Consumir proteínas, legumes, verduras e frutas da estação;

• Manter uma rotina alimentar regular.

 

 

6. Atividade física e convivência social

• Manter a prática de exercícios compatíveis com a orientação médica;

• Aproveitar os horários mais agradáveis do dia para caminhadas;

• Preservar o convívio familiar e social, importante para a saúde mental.

 

A médica também alerta para a importância de observar sinais que muitas vezes são confundidos com efeitos naturais do frio, como cansaço excessivo, falta de ar, tonturas, sonolência e perda de apetite.

“Qualquer alteração persistente merece atenção. Quanto mais precoce for a identificação de um problema, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a autonomia e a qualidade de vida da pessoa idosa”, destaca.

Com cuidados simples e acompanhamento adequado, o inverno pode ser atravessado de forma segura e saudável, permitindo que os idosos mantenham sua rotina, bem-estar e independência ao longo da estação.

“O inverno não deve ser encarado como um período de limitações, mas como uma época que exige mais atenção e prevenção. Pequenos cuidados diários fazem toda a diferença para a saúde e a qualidade de vida na terceira idade”, finaliza a geriatra Ludmila Carrara.

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